27/12/2011

Comer menos mantém a mente jovem e a longevidade.

Cientistas italianos relataram nesta semana que uma dieta rígida é capaz de preservar o cérebro dos estragos típicos da idade avançada. Em outras palavras: comer menos pode manter a mente jovem.

Publicada no jornal americano "PNAS", a pesquisa tem como base o acompanhamento de camundongos que receberam 70% menos comida do seu consumo normal.

Segundo os cientistas, essa dieta com restrição de calorias estimulou uma molécula de proteína, a CREB1. Ela é quem ativa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro.

"Nossa esperança é encontrar uma forma de ativar a CREB1 por meio de novas drogas para manter o cérebro jovem sem a necessidade de uma dieta rigorosa", diz o principal autor, Giovambattista Pani, pesquisador do Instituto Geral de Patologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma.

A CREB1 é conhecida por regular importantes funções cerebrais como memória, aprendizado e controle da ansiedade e sua atividade é reduzida ou fisiologicamente comprometida pelo envelhecimento, acrescenta o estudo.

As cobaias geneticamente modificadas para perder a CREB1 não apresentaram nenhum dos benefícios da memória observados no grupo das que seguiram uma dieta pouco calórica. Mas tiveram as mesmas deficiências das que foram superalimentadas.

A conclusão a que se chega é que menos é mais.


Fonte: Folha.com

27/12/2011

Limpeza dental ajuda a reduzir risco de infarto, diz estudo.


Limpar os dentes regularmente não só garante um sorriso brilhante, mas também ajuda a reduzir os riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), revelou estudo publicado este domingo durante encontro anual da American Heart Association em Orlando (EUA).

Os cientistas descobriram que as pessoas cujos dentes foram limpos por dentista ou profissional tinham 24% menos riscos de sofrer um ataque do coração e 13% menos de sofrer um AVC do que aqueles que nunca fizeram limpeza dental em um dentista.

Para o estudo, realizado no hospital geral de veteranos de Taipé, em Taiwan, foram coletadas amostras de 100.000 pessoas, que foram acompanhadas por sete anos.

Os cientistas consideraram a limpeza dental frequente aquela que ocorria pelo menos duas vezes a cada dois anos ou mais, e ocasional a que ocorria uma ou menos de uma vez a cada dois anos.

A limpeza profissional dos dentes parece reduzir a inflamação provocada pela proliferação de bactérias, que pode provocar infartos e AVCs, explicou a doutora Emily (Zu-Yin) Chen, cardiologista do hospital de veteranos.


Fonte: iG

20/05/2011

Emoções exercem influência sobre a saúde, especialmente a do coração.

Muito alardeada nos últimos anos, a influência dos sentimentos sobre a saúde vem sendo comprovada por uma infinidade de pesquisas científicas. Os estudos mostram que tanto as emoções positivas como as negativas podem atuar no surgimento de doenças ou preservar a saúde e, ainda, interferir nos tratamentos.

Segundo o médico Mario Alfredo de Marco, coordenador do serviço de atenção psicossocial integrada em saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre as emoções mais nocivas ao organismo estão a frustração, a raiva e o ódio. “Por outro lado, tem a pessoa deprimida, desanimada, desmotivada também, cujos sentimentos podem influenciar (em conjunto com outros fatores de risco) o surgimento de algumas doenças”, esclarece o médico.

Em contrapartida, estudos revelam a cada dia a força das emoções positivas. Felicidade, otimismo e fé (espiritualidade) agem como um escudo contra as doenças.

“As pesquisas avançam regularmente. Foi até criado o termo ‘psiconeuroimunologia’ para definir o ramo que estuda as relações entre as emoções, o sistema nervoso e as funções orgânicas, como a imunidade”, revela a professora de fisiologia humana Roberta de Medeiros, do Centro Universitário São Camilo.

Ela afirma que estudos mostram a cada dia que somos seres absolutamente integrados e que emoções e pensamentos influem na química, nos hormônios e no funcionamento do sistema imunológico e vice-versa. Atualmente, já é possível demonstrar, por meio da fisiologia, como o comportamento de células e os neurotransmissores (mediadores químicos), entre outros, são afetados pelas emoções.

Outros culpados

De modo geral, os sentimentos podem exercer influência sobre o colesterol, o metabolismo (sobretudo interferindo na obesidade), as doenças coronárias, a hipertensão, os problemas gástricos e de pele, o sistema imunológico e as produções hormonais. Mas os médicos pedem cautela na relação entre emoções, estresse e doenças.

O coordenador da Unifesp explica que a emoção não é a única responsável pelo surgimento de uma enfermidade. “Um conjunto de fatores colabora para a formação da doença, entre eles a genética, os aspectos biológicos, psicológicos e sociais e as disposições do indivíduo”, explica.

Para exemplificar, o médico cita o mecanismo da gripe: “ter o vírus é a condição necessária para se ter gripe, mas não suficiente. Há também a resistência do organismo e os fatores alimentares que podem estar envolvidos no surgimento da doença”. Essa integração também vale para transtornos do humor. “A depressão é uma alteração dos neurotransmissores, mas que acontece em função das emoções que uma pessoa experimenta (ou vice-versa)”, acrescenta.

O médico chama a atenção para o fato de as emoções não serem vividas apenas na cabeça, mas também no corpo. Ou seja, elas geram uma resposta fisiológica. “Por exemplo, quando você fica com raiva, a pressão sobe e o sangue circula mais rápido”, descreve. Isso torna o organismo mais suscetível às doenças.

Fonte: UOL

20/05/2011

Hábitos simples podem ajudar a ter dentes brancos, sem precisar recorrer a tratamentos químicos.Para compor uma aparência saudável, dentes brancos são sempre bem-vindos.Para quem prefere ficar longe de tratamentos químicos, existem técnicas simples, que vão de hábitos de higiene ao tipo de alimento consumido, que podem ajudar a conquistar um sorriso brilhante.

Uma lista elaborada pelo site "Huffington Post", com a ajuda de profissionais, dá dicas práticas para quem se interessa pelo assunto. O primeiro passo é manter uma boa higiene bucal, já que saúde e beleza estão interligadas. Comer frutas crocantes também ajuda. Isso porque esses alimentos têm uma abrasividade que pode ajudar a disfarçar manchas e dar a ilusão de que os dentes são mais brancos. Mastigue maçãs, aipo e cenouras, que têm muita abrasividade para limpar a superfície do dente, sem representar prejuízo ao esmalte.

As pessoas subestimam a importância do fio dental para a coloração dos dentes. Se você apenas passar o fio dental, pode remover tantos resíduos que ficam entre eles que já vão parecer mais brancos.

- Não importa quão brancos seus dentes estão, eles não vão parecer saudáveis junto com uma gengiva avermelhada e inchada - diz o dentista Arthur Glosman, de Beverly Hills.

Ele recomenda que se use fio dental pelo menos duas vezes ao dia antes da escovação.

Há estudos que indicam que comer uma pequena quantidade de queijo após a refeição pode ajudar a prevenir cáries e promover a remineralização do esmalte. Seguindo essa lógica, leite e iogurtes têm o mesmo efeito.

Procure mastigar chiclete sem açúcar com xilitol. O Xilitol é um adoçante natural que pode ajudar a prevenir as placas. Enquanto as placas se alimentam do açúcar, elas não conseguem digerir esse adoçante. Ele também neutraliza os níveis de PH da boca e aumenta a produção de saliva.

- A saliva é como um limpador natural que temos na boca - explica Glossman.


Mas lembre-se de que a saliva também carrega bactérias, o que significa que a escovação e a baixa ingestão de açúcar são necessárias.

Por mais contraditório que pareça, há evidências de que morangos podem proporcionar dentes brancos. Junto com a fruta, o chocolate pode funcionar como um elemento antibactericida por causa da casca do cacau. A desvantagem, claro, é que esse tratamento tem açúcar, por isso, não ceda a excessos.

Por fim, os profissionais recomendam evitar o bicarbonato de sódio. Apesar de remover manchas superficiais, a substância não é adequada a longo prazo, de acordo com Kimberly Harms, conselheiro da Associação Americana de Odontologia. Isso por que ela pode ser muito abrasiva sobre os dentes e acaba danificando o esmalte. Apesar disso, não precisa ficar com medo das pastas de dentes que anunciam o bicarbonato de sódio na composição, pois, no produto, ele está em quantidades seguras de propriedades abrasivas.

Fonte: G1

06/05/2011

Para vencer o medo de dentista.

Não é difícil para um dentista identificar pacientes com medo: o corpo fala.

Aquele que senta, cruza os pés, segura os braços da cadeira, tensiona os ombros e fecha os olhos quando abre a boca está dando todos os sinais de que não gostaria de estar ali.

Aprender a identificá-los é tão importante que virou matéria dada em sala de aula. “Na universidade os professores mencionam essas características, assim você já sabe como começar com o paciente: tentando deixá-lo tranqüilo”, afirma a dentista Erika Abreu Amaral.

De acordo com dados da Sociedade Americana de Odontologia três em cada 10 adultos têm medo de ir ao dentista. Não existe levantamento semelhante no País, mas Newton Miranda Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), acredita que os números devem ser semelhantes ou até maiores. “Aqui ainda temos o problema da falta de informação”, diz.

O receio de visitar o consultório preocupa especialistas, porque pode afastar uma pessoa com problemas bucais do tratamento correto e agravar ainda mais a situação. “Um homem veio me procurar com o rosto deformado de tão inchado, por conta de um dente quebrado”, conta Amaral.

Relatos como esse não são incomuns. “Eu tratava um veterano de guerra, que não conseguia sentar na cadeira sem tomar alguma droga”, descreve Carvalho. Pacientes que chegam a esse extremo são chamados odontofóbicos, ou seja, desenvolveram um medo exacerbado de ir ao dentista. Para esses casos, a recomendação é terapia.

O tratamento psicológico é indicado quando o medo acarreta muito sofrimento, quando a pessoa recusa tratamento por causa desse medo e quando sofre só de pensar que terá de enfrentar os procedimentos e não consegue superar sozinha seu sofrimento.

“Não é possível determinar quanto tempo uma pessoa vai precisar de tratamento, mas tende a ser uma terapia focada e breve, de curta duração. Em poucas sessões o paciente aprende que não corre perigo e que a dor imaginária ou real é suportável. Aprende a controlar a ansiedade”, diz a psicóloga Márcia Copetti, do Rio Grande do Sul.

Mas quando a sensação está mais para aquele suor frio, uma certa ansiedade, e não chega a ser impeditivo de consulta, tecnologia e técnica podem ajudar a melhorar a relação entre o dentista e o paciente.

Acupuntura e massagem

O medo reforça a sensação subjetiva de dor: quem já chega ao consultório nervoso está predisposto a passar por um tratamento mais doloroso. “Tive uma paciente que, ao sentar na cadeira, começou a ter palpitações. Outra começou a chorar. Muitas vezes é ansiedade da dor, o medo de senti-la”, acredita Erika. Para lidar com quem precisa de uma ajuda extra para encarar o tratamento, ela faz uso da acupuntura.

“Não é para anestesiar, só para acalmar. Faço com ímãs, assim não há nem o receio das agulhas.” E os resultados dessa terapia prévia se mostraram satisfatórios desde o momento da anestesia. “Dificilmente esse paciente vai precisar de mais de uma aplicação, a injeção funciona melhor”, afirma.

Enquanto Rodrigo Bueno de Moraes, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Periodontologia, prepara os instrumentos que serão utilizados na consulta, o paciente é massageado. Na cadeira, há uma esteira vibratória que pode ser regulada por controle remoto.

“Só começo o tratamento depois que a pessoa está tranqüila. Sigo a abordagem da confiança, compreensão e conversa, isso já faz com que a pessoa fique relaxada”, assegura.

Show, música e gás hilariante

Para driblar o medo durante a consulta vale utilizar as mais diversas técnicas, de óculos 3D a óxido nitroso. Fones de ouvido com abafadores de ruído externo, para que o barulho dos instrumentos não perturbe o paciente, já foram ultrapassados por telas de LCD plugadas próximas à cadeira ou óculos 3D que transmitem o filme ou o show escolhido pelo paciente.

“Quando eu vejo a consulta já acabou”, diz Ariane Tavares. Nestes casos, os óculos funcionam distraindo o paciente, a atenção, antes voltada para o tratamento, passa a ter outro foco.

Mas se nem tecnologia resolve, é possível pedir a sedação consciente, feita com óxido nitroso, mais conhecido como gás hilariante. Muito utilizado no passado, esse método voltou aos consultórios de forma mais segura.

“Existem aparelhos que ministram o gás impedindo a superdosagem”, explica Miranda. Segundo os especialistas ouvidos pelo Delas, o efeito é muito bom, mas pode dificultar a ação do dentista já que a máscara é colocada no nariz, próximo a boca.

“Não há contra-indicações e não fica resíduo metabólico, ou seja, tirou a máscara, em poucos minutos a pessoa não tem mais o óxido no organismo”, afirma.

Hipnose

Outro recurso usado pelos dentista é a hipnose. Aprovada pelo Conselho Federal de Medicina, ela tem benefícios em relação à sedação tradicional. “Com a hipnose, a salivação diminui, a cicatrização melhora, o sangramento diminui e há o aumento de anticorpos no organismo. Isso já foi comprovado por vários estudos”, relata o presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, Luiz Carlos Motta Lima. A utilização da hipnose deixa o paciente consciente, existe apenas a sugestão de que ali não há dor.

Para que o profissional possa usar o método, no entanto, é preciso ter feito curso especializante em hipnose. Motta Lima também dá algumas dicas para que o procedimento funcione adequadamente. “Tem de fazer uma boa entrevista, tirar as histórias do paciente. É preciso sobrepor uma situação de medo por uma de segurança ", avalia.

Clara Carvalho resolveu testar o método depois de tomar três anestesias para tratar uma cárie profunda. Agora, jura que nunca mais quer ir a outro profissional. "Não senti dor na hora do tratamento, não senti nada. Percebi que ele estava mexendo na minha boca, mas foi só", relata.

Hi-tech

A evolução dos aparelhos usados no tratamento também contribui para que o receio seja deixado do lado de fora do consultório. O laser é uma das grandes apostas nesta área, substituindo o temido “motorzinho”, cujo barulho está muito associado à dor.

“É uma tecnologia que ainda não conquistou todos os consultórios porque é cara. Mas ela já existe. Para tratar cáries pequenas também temos o selante, um material transparente ou branco que, pincelado na superfície do dente, cria uma barreira contra as bactérias”, explica Carvalho.

Até as queixas mais simples estão sendo abolidas com ajuda da tecnologia. A picada da anestesia tem sido substituída por máquinas com agulhas ainda mais finas, tornando a aplicação simples e indolor. Para o presidente da SBO, com todas essas novidades, há muito a odontologia não pode ser mais relacionada à dor. "A fobia é mais de ordem cultural e de desconhecimento da realidade", diz.

Rodrigo Bueno ressalta também que o acompanhamento acompanhamento correto feito de seis em seis meses é capaz de prevenir possíveis problemas bucais e evitar tratamentos que possam envolver algum tipo de dor.

Dicas para se manter tranquilo durante uma consulta:

* Converse com o profissional antes de começar a consulta e fale sobre seu medo
* Se achar melhor, peça para que ele explique os procedimentos antes de começá-los
* Combine sinais para o caso de ter dor ou medo. Por exemplo, se você levantar a mão, ele para
* Tem receio do barulho dos aparelhos? Leve um rádio ou iPod com músicas relaxantes
* Procure sempre um profissional de sua confiança

Fonte: iG

06/05/2011

Mau hálito tem solução.


O mau hálito é como a febre, um sintoma que pode representar centenas de problemas, alguns inofensivos e outros bem graves.

“O cheiro ruim pode ser da cebola que a pessoa comeu ou de um câncer que ela tem na boca e ainda não sabe”, exemplifica o dentista Celso Senna, consultor da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

As causas do odor desagradável são classificadas como fisiológicas ou patológicas. “Diabetes é uma delas”, aponta o dentista Celso Augusto Lemos Júnior, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Ele explica que a doença provoca liberação de substâncias voláteis no organismo, capazes de provocar fortes odores. “Quando a glicose (açúcar) diminui, o corpo começa a usar fontes alternativas de energia. No processo, acontece a liberação de cetona (derivado da queima de gordura)”, explica Lemos Jr.

Essa substância causa odor desagradável quando o diabetes está descontrolado, algo comum quando a doença ainda não foi diagnosticada.

“O câncer de boca é outro problema que pode ser diagnosticado pelo mau hálito”, aponta o professor da USP.

Os tumores orais demoram a causar dor e outros sintomas, mas logo provocam halitose. “E é um odor mais forte, desses que a pessoa entra na sala e você percebe”, detalha o dentista. Contudo, a grande maioria das causas patológicas de mau hálito estão ligadas à doenças simples de tratar.

“Cerca de 95% dos problemas no hálito estão na boca”, conta Lemos Jr.

Gengivite, doença peritonial, placa bacteriana, amídalas (hoje chamadas de tonsilas) inflamadas, tudo pode colaborar para o mau hálito. “A maioria dos problemas orais requer a mesma solução: boa higiene oral e visitas constantes ao dentista”, resume Lemos Jr.

Além das doenças, a própria anatomia da região oral pode jogar contra o bom hálito. As tonsilas, por exemplo, causam insônia e deixam a garganta sensível quando são grandes demais para a estrutura do pescoço. Volumosas e repletas de sulcos, elas podem acumular resíduos de alimentos e favorecer o hálito ruim.

“A solução é beber muita água e fazer gargarejo com enxaguatório bucal uma vez ao dia”, recomenda Senna.

A língua também tem sido foco dos dentistas para combate à halitose. Se ela tiver fissuras, for uma língua rachada, pode haver acúmulo de resíduos da alimentação. Eles favorecem a proliferação de bactérias e, assim, tornam o mau hálito mais recorrente.

Não há uma solução definitiva, a pessoa terá sempre que dar mais atenção à língua na hora da escovação. “Além da escova, a pessoa pode usar um raspador de língua. Não há contraindicação”. Afirma Senna.

O papel da saliva

Muitas situações de mau hálito estão diretamente ligadas à salivação. “Ela pode reduzir com uso de medicamentos”, aponta Senna. Ele cita os remédios com adstringentes, usados para alergias e contra coriza, que reduzem a produção de saliva. Lemos Jr. acrescenta os anti-hipertensivos e calmantes à lista.

Sem haver a renovação normal da saliva, o ambiente oral torna-se favorável para a proliferação de bactérias. “Uma boca saudável tem até 20% de placa bacteriana”, explica Senna. É por isso que qualquer pessoa está sujeita a acordar com mau hálito.

As bactérias se proliferam durante o sono, quando a salivação também reduz. “Mas basta acordar e fazer um bochecho com água que tudo se revolve”, garante o dentista.

A saliva também pode representar um vetor para a transmissão de bactérias e, consequentemente, para a transmissão de doenças orais.

“É por isso que pedimos aos pais que não provem a comida dos filhos pequenos na mesma colher”, explica Senna. Seguindo a mesma lógica, beijos também são perigosos.

Entre as soluções caseiras contra mau hálito, o dentista recomenda o uso de chicletes sem açúcar. “Eles estimulam a salivação, que renova o ambiente oral e pode evitar o mau hálito”, afirma. Existem até alimentos, como nozes e castanhas, que favorecem a saúde dos dentes.

Entretanto, o dentista recomenda evitar o consumo de balas. “O pH da boca leva cerca de 50 minutos para voltar ao normal. E esse ácido vai desmineralizando os dentes”, explica. Para evitar isso, a pessoa deve beber água ou escovar os dentes depois de chupar uma bala.

A melhor prevenção do mau hálito, segundo os dentistas, é com boa higiene oral e boa hidratação, além das visitas semestrais ao consultório odontológico. Se o sintoma persistir por mais de uma semana, a pessoa pode procurar um dentista para uma avaliação mais detalhada dos hábitos e, se necessário, para investigar a relação com outras doenças.


Fonte: iG

28/04/2011

Réptil é prova de que cárie existe há 275 milhões de anos.

As primeiras evidências de cárie datam de pelo menos 200 milhões de anos, mas a mandíbula de um réptil pré-histórico com idade superior indica que esse mal existiu bem antes do que os cientistas pensavam.

O fóssil estudado é de um réptil onívoro com 275 milhões de anos de idade, o Labidosaurus hamatus, que mediria cerca de 75 centímetros.

A equipe liderada pelo professor da Universidade de Toronto (Canadá), Robert Reisz, ao analisar com um scanner uma mandíbula bem-preservada de um fóssil encontrado em Coffee Creek, no Texas, encontrou uma infecção considerável provocada pela perda de vários dentes e destruição da arcada dentária por abscessos.

Com dentes fixos que não cresciam de novo depois da perda de um deles, o animal consumia mais propriamente plantas fibrosas e caules, além de insetos voadores e rastejantes.

Mas essa estrutura também se mostrou um "calcanhar de Aquiles" do réptil por torná-lo vulnerável a um mesmo tipo de bactéria dentária, também encontrada na boca humana.

"Nossas descobertas permitem que especulemos sobre como o próprio sistema humano de ter apenas dois conjuntos de dentes [permanentes e não permanentes], embora seja vantajoso para mascar e processar diferentes tipos de comida", diz Reisz, "é mais suscetível a inflamações".


Fonte: Associated Press

28/04/2011

Cientistas brasileiros fazem cópia fiel de dente humano.

Dois cientistas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) avançaram nas pesquisas em busca da terceira dentição que é realizada em parceria com institutos e centros de pesquisas brasileiros e norte-americanos, reproduzindo com êxito um molde de dente humano em formato e tamanho igual ao gerado no corpo humano.

Eles já tinham desenvolvido coroas completas com dentina, esmalte, polpa e ligamento periodontal na mandíbula e no abdome de ratos.

A novidade agora foi alcançar uma cópia exata de toda a estrutura de um dente normal por meio da técnica tridimensional a partir de dados obtidos em tomografias ou ressonâncias magnéticas.
Pesquisadora do Centro de Terapia Celular e Molecular (CTCmol) da Unifesp e professora da disciplina de cirurgia plástica nesta mesma instituição, Mônica Talarico Duailibi conta que há 11 anos ela e o marido, o também cirurgião-dentista e professor da Unifesp Silvio Duailibi, foram convidados a participar das experiências do cientista Joseph Vacanti, do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School.

EM RATOS

O casal conseguiu, em 2004, construir coroas dentais no abdome de ratos com o uso da engenharia tecidual.
Quatro anos mais tarde, desenvolveram essas coroas nas mandíbulas dos animais a partir de células-tronco adultas retiradas de dentes da mesma espécie.

Para avançar nessas pesquisas, faltava, porém, estabelecer o tamanho ideal e individualizado do que uma pessoa precisa. Por meio dessa técnica, a dupla pôde começar a construir por computador a forma individualizada de caninos e pré-molares.

De acordo com Mônica, atualmente a pesquisa está na fase pré-clínica e ela acredita que essa etapa seja concluída dentro de cinco anos para que então sejam realizados os testes em humanos.

A ideia é a de que se tenha um mesmo doador e receptor. E a grande vantagem disso, esclarece Silvio Duailibi, á de que a pessoa que for fazer uso do resultado dessa técnica não precisará de medicamentos para diminuir a imunidade e para evitar rejeição, como ocorre hoje no caso de transplantes de órgãos.

Ele reconhece que os implantes são hoje a melhor alternativa terapêutica, mas defende que eles apenas reparam o órgão.
"Os dentes têm um ligamento em volta dele que une ao osso. Esses ligamentos têm terminações nervosas que estão ligadas ao cérebro e a todo o sistema nervoso e elas servem para orientar a força de mastigação. O implante metálico não tem isso, então, ele entra no conceito de reparação. Nós estamos visando uma nova saída em que se poderá regenerar e não apenas fazer a reparação de algo que está estragado."

O pesquisador salientou que essa técnica não serve só para dentes. Por meio dela, segundo observou, no futuro, poderão ser construídos ossos, cartilagens, mucosa, pele e outros órgãos como fígado e rim.


Fonte: Folha de São Paulo

15/04/2011

Aparelhos para os dentes estão menores e mais discretos.

Os primeiros aparelhos ortodônticos não eram nada práticos ou atraentes. Usavam estruturas de metal enormes, que saiam da boca e se prendiam a suportes ao redor de toda a cabeça. Assim eram tracionados os arcos de metal, que forçavam os dentes para o lugar certo.

A estrutura toda podia ser vista a metros de distância. Ela era chamativa e feia, fato que lhe rendeu o desagradável apelido de freio-de-burro. Mas a ortodontia evoluiu bastante nos últimos 30 anos, criando aparelhos cada vez menores e mais discretos.

Um grande passo foi a criação do mecanismo livre das estruturas de metal usadas fora da boca. O sistema dos aparelhos fixos, usado ainda hoje, é basicamente composto por três elementos: brackets, arcos e ligaduras.

Os brackets são peças de metal presas nos dentes das regiões posterior e intermediária da arcada dentária. As bandas são anéis presos aos dentes do fundo. Os arcos são fixados aos brackets e anéis para aplicar uma força de tração nos dentes, levando-os à posição desejada. Por fim, as ligaduras são aquelas borrachinas que prendem os arcos nos brackets.

Embora livres de elementos externos à boca, os primeiros aparelhos fixos tinham peças tão grandes que faziam os dentes desaparecerem quase por completo. Era o sorriso metálico, que já deixou muitos adolescentes constrangidos.

As peças do aparelho ortodôntico foram sendo aperfeiçoadas e se tornaram cada vez menores. Mas vale destacar outro grande salto da ortodontia, dado no âmbito mais técnico do que estético. “Descobrimos que os dentes se movimentam mais quando a força aplicada neles é menor”, explica o ortodontista Kurt Faltin Júnior, da ABO (Associação Brasileira de Odontologia).

Antes, eram usados fios de aço no arco para gerar uma força de até 500 gramas. Quem usou aparelhos há 20 anos, sabe o que essa medida significa. “O paciente tinha dificuldade para comer e até para beber quando o aparelho era apertado”, recorda o dentista. Alguns pacientes relatavam dor constante por cerca de 24 horas após as visitas mensais ao dentista.

Hoje, os fios são feitos com liga de microtitânio. O material é submetido a tratamento térmico, o que aumenta sua elasticidade. Na prática, o fio aplica uma força pelo menos 50% menor. “O paciente não precisa sentir dor”, afirma. Essa descoberta se popularizou no Brasil a partir do ano 2000.

Discretos ou chamativos

Outro grande passo na evolução da ortodontia foi a porcelana, que passou a ser usada na elaboração de brackets – os maiores e mais chamativos elementos do aparelho bucal.

Com a porcelana, é possível confeccionar brackets brancos, de cor semelhante ao esmalte dos dentes. Isso torna o sorriso bem mais natural durante o tratamento ortodôntico. O custo, claro, aumenta. O uso da porcelana encarece em pelo menos 50% o valor do tratamento.

“No início, os aparelhos com material de porcelana eram mais delicados. Mas hoje, eles já são praticamente tão resistentes quanto os outros”, explica Carla Rachid, secretária da Abor (Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial).

“Os aparelhos de porcelana são mais discretos. É uma vantagem estética, procurada especialmente por adultos”, comenta Alexandre Fortes Drummond, professor de ortodontia da Faculdade de Odontologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Já para crianças, a estratégia para tornar os aparelhos mais atraentes pode ser justamente a inversa. Os dentistas passaram a usar ligaduras coloridas, bem chamativas. Em época de Copa, esse recurso faz sucesso até entre adultos, que procuram elásticos verdes e amarelos. Eles podem ser trocados com freqüência, cerca de uma vez por mês.

Língua cortada

Uma investida interessante dos dentistas foi a criação de um aparelho fixado na parte anterior dos dentes. A ideia parecia ótima, do ponto de vista estético, porque a parte da frente dos dentes fica completamente livre.

Mas a técnica revelou dois problemas graves. O aparelho invade o espaço normalmente usado pela língua, na articulação da fala. Assim, é comum o paciente reclamar que não consegue falar direito e, pior ainda, reclamar que tem a língua cortada constantemente.

Aparelho invisível

Depois de reduzir os aparelhos de metal e substituir alguns elementos por porcelana, um novo aparelho ortodôntico consegue praticamente desaparecer na boca do paciente. Ele é feito com uma espécie de plástico transparente, que se amolda aos dentes. Foi justamente esse tipo de aparelho que a modelo Gisele Bündchen escolheu para um tratamento recente. Como ele é muito discreto e móvel, o aparato não prejudica o trabalho como modelo.

Vários moldes são projetados para serem trocados a cada duas semanas. Eles vão ajustando gradualmente os dentes. “Mas a técnica é limitada, não dá para usar quando o paciente precisa de alteração na raiz do dente, embora ele faça alterações significativas”, explica Faltin Júnior. O custo mínimo do tratamento é cerca de mil dólares.


Fonte: iG

15/04/2011

Notas sobre o desenvolvimento infantil.

“As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.”
O pequeno príncipe

Com essas sábias palavras do pequeno príncipe, podemos pensar que a infância é um momento singular na constituição do sujeito, nem sempre tão fácil de compreender. É neste momento que a criança aos poucos se apropria de si e do mundo a sua volta. O olhar, os gestos, a linguagem, o fantasiar e o brincar são alguns exemplos de como o pequeno sujeito tenta se expressar e se comunicar. Diante de uma realidade desconhecida e recheada de estímulos (objetos, pessoas, sentimentos), a criança cria e recria o mundo da forma como pode. Cabe às “pessoas grandes” decifrar esse mundo e auxiliar as crianças a se incluírem no laço social. Dessa forma, saber e conhecer como se dá o desenvolvimento infantil é fundamental para que esta incompreensão, de que o pequeno príncipe fala, diminua, sem, no entanto, deixar de observar as diferenças marcantes dessa etapa da vida.

O desenvolvimento infantil abrange dois aspectos: os estruturais e os instrumentais. Os aspectos estruturais incluem o aparelho biológico, o sujeito psíquico e o sujeito cognitivo (que está dentro do psíquico). Esse aparelho é que vai possibilitar os intercâmbios da criança com seus pais e com o mundo. O tempo de maturação desse aparelho (biológico, psíquico e cognitivo) é diferente para cada sujeito e devem-se levar em consideração as trocas com o meio sociocultural e a articulação com os aspectos instrumentais. Já estes exprimem as formas como a criança se apropria do seu corpo e dos seus funcionamentos: a psicomotricidade, a linguagem, a aprendizagem, os hábitos, os jogos e os processos de sociabilização são alguns exemplos de como a criança realiza suas demandas e necessidades. Sendo assim, o instrumental também tem efeito estruturante na constituição de uma pessoa.

Considerando estes aspectos, qualquer abalo no desenvolvimento da criança demanda uma abordagem interdisciplinar dos profissionais que a cuidam, no sentido de ter um olhar dinâmico e amplo sobre o problema que está afetando essa estruturação básica que aqui apontamos.


Por Joana Martins Costa Bohmgahren
Psicóloga CRP 07/18719

Bibliografia:
Centro Lydia Coriat (1996). Escritos da Criança n०4, 3ed. Porto Alegre.



1 2

2009 Croma © Todos os direitos reservados
Av. Cristóvão Colombo, 2430 - Porto Alegre - RS

Fone: 51 3072.8555 | 51 3337.9966